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Homenagem
aos artesãos – Charles Wagley
e Thales de Azevedo Thales de Azevedo e a etnologia indígena
Pedro Agostinho
Pareceu-me
legítimo e mais coerente partir, nesta Comunicação, e isso desde a
preparação do seu Resumo
[1]
, do fatualmente bem embasado suposto de que o que
motivou e conduziu o trabalho acadêmico de Thales de Azevedo foi sua
preocupação com o analisar e compreender, em profundidade e pormenor,
da sociedade a que estava mais direta e visceralmente ligado: a da
Bahia, e especialmente de Salvador, com suas múltiplas dimensões;
valendo-se, nisso, dos instrumentais teóricos e metodológicos
da medicina e da antropologia. E esses dois eixos de teoria, simultaneamente
aplicados ao duplo plano do antropobiológico e do sociocultural, situavam,
assim, o ponto crucial de suas reflexões exatamente na interseção
desses dois eixos. Incidiam elas, incisiva e basicamente, na questão
das relações -- inicialmente médico-nutricionais e patológico-infeciosas
--, entre o homem e seu ambiente biótico e sócio-cultural. E, mais ainda e sobretudo, nas questões
levantadas pelas condições biológica e sócio-culturalmente determinadas
das relações sócio-raciais que, na Bahia, por si mesmas se impõem
ao observador perspicaz.. A produção de Thales
– perdoe-se a sem-cerimônia,
mas é assim que seu nome se impôs, e também passou à posteridade --
no que tange ao âmbito da etnologia, e, particularmente, da etnologia
indígena, constitui um bom exemplo dessa sua permanente abordagem
multidisciplinar, da qual igualmente nunca esteve excluída uma perspectiva
que, igualmente voltada para a reflexão científica e para uma ação
social, pudesse conduzir a resultados práticos, tanto no campo das
políticas públicas -- especialmente de sanitarismo, educação, saúde
e ciência --, quanto no da organização do trabalho científico formalmente
institucionalizado. Dessa
institucionalização foi, Thales, e sem a mínima dúvida, um dos mais
notáveis mentores e precursores, cuja vivaz intervenção na vida de
sua polis, baiana e brasileira, se prolongou
até anos muito bem próximos àquele em que escrevo, 2004. Isto na esfera
do trabalho universitário, mas não só: também se fez presente em diversos
outros setores, estatais, fundacionais e associativos: dos quais os
mais importantes foram, em meu entender, a Associação
Brasileira de Antropologia --
que veio a presidir e a que pertenceu desde seus primórdios --,
o vetusto e tradicional Instituto
Geográfico e Histórico da Bahia, e o modernizador Instituto
de Ciências Sociais
da então Universidade da Bahia, (hoje Federal), cuja vida foi curta graças aos
desfavores e agressões da ditadura. Desse
aspecto da versátil atividade de Thales de Azevedo, e da respectiva
inserção em múltiplos níveis da vida prática e intelectual baiana, é exemplo cabal sua contínua atuação nas atividades que precederam,
e na verdade deram origem, àquilo que se veio a chamar depois Projeto
UNESCO; o qual é trazido a sistemática reconsideração, no Colóquio
que em Salvador agora se realiza. Cabal exemplo de tal atuação é,
do mesmo modo, a presença de Thales na criação e direção da
Fundação Baiana para o Progresso da Ciência, decisivo marco na
história da investigação cientifica na Bahia; Fundação que, desarticulada,
num passado não muito remoto, pela cega
mediocridade intelectual de certas visões políticas, hoje em boa hora
se está reconstruindo, embora com outro nome, organização e procedimentos.
A repercussão de tudo isso veio a ser crucial para os destinos
futuros, acadêmicos e não acadêmicos, da sociedade baiana, entendida
esta em sua mais ampla acepção. É, pois, sobre apenas um dos aspectos
do labor e das preocupações
de Thales de Azevedo que se desenvolverá daqui por diante a exposição
que está por vir. Considerado contra o pano de fundo do conjunto da vasta obra
de Thales, o espaço que dedicou aos problemas da etnologia indígena é sem dívida restrito, o que poderia levar
a relegá-lo como um aspecto menor do trabalho que desenvolveu. Não
é isto porém o que ocorre. Primeiro, por ser exatamente no trato de
questões relativas às populações indígenas que pela primeira vez publicamente
se manifestam os interesses etnológicos de Thales de Azevedo, nessa
época estreitamente ligados às preocupações médicas de sua formação
profissional (v. Azevedo 1927a, 1927b, 1934). Anos depois, Thales
volta à temática indígena (Azevedo 1927b, 1934, 1941a, 1941b, 1947b),
novamente aliando etnologia e assuntos médicos. E, nos três primeiros
exemplos apontados, vê-se que, nessas primeiras tentativas, tenta
sondar as mais remotas evidências disponíveis do percurso histórico
daquilo que, depois, veio a ser América do Sul e Brasil. Nisso congregam-se
não só a etnologia e a medicina, pois a perspectiva histórica sempre
esteve nele presente, consoante suas inclinações pessoais e as tendências
historicizantes próprias àquela época. Posteriormente, é por Thales
também incluída a demografia em
seu no trato das populações ameríndias, mas isso em um momento mais
tardio (Azevedo 1957, [1956] ). Esse passo aponta um alargamento de
suas indagações, pois estas deixam de ser simplesmente médicas e culturais,
passando a reconhecer os índios na sua qualidade de populações biologicamente
distintas, e, concomitante e necessariamente, como populações social
e culturalmente organizadas; às quais sem dúvida Thales não recusaria
hoje a qualidade de serem etnicamente distintas, no sentido atual
dessa terminologia. E é de crer, mas não com certeza, que lhes poderia reconhecer
também a qualidade de serem povos indígenas,
no sentido político que, hoje, damos ao termo aqui realçado em negrito:
povos distintos e inseridos,
por bem ou por mal, no macrossistema constituído pelo Estado Nacional
do país Brasil. Chegado assim a esse momento de sua biografia intelectual,
a partir de 1947 sensibiliza-se Thales para outros aspectos da composição
social da sociedade baiana, sem, no entanto, desprezar sua persistente
perspectiva histórica. Nesse então, aborda o problema, bem objetivo,
de mensurar as variações cromáticas da epiderme humana, para dispô-las
numa escala cujos fins seriam comparativos; e tomando-as, a essas
variações, como indicadoras físicas, e matéria prima, nas classificações
raciais do senso comum: ganhando, assim, crucial valor, e função, nas relações
raciais estabelecidas no seio da sociedade baiana. Seis anos depois de se ocupar com aqueles aspectos cromáticos
da “racialidade” (Azevedo 1947a), vai-se encontrar Thales enfronhado
já nas relações interraciais entre índios, brancos e negros na Bahia
colonial (Azevedo 1953). Pouco depois, e cada vez mais, sente-se nele
uma acentuação de seus pendores sociológicos, e culturalistas também,
consolidando-se numa preocupação central que já é, de fato, a da etnicidade
e da racialidade na sociedade baiana; e a que indaga sobre a interação
entre os grupos étnica ou racialmente definidos que a compõem. Esta
vertente de seu labor nesse campo vai culminar com os estudos dedicados
aos processos, métodos e tentativas e de integração de grupos humanos,
sócio, cultural e biologicamente diferenciados, à sociedade colonial
e mista que se ia construindo na Bahia. Esse culminar dos esforços de Thales de Azevedo está exemplarmente
marcado, em seus escritos,
pelo estudo da deliberada “aculturação dirigida” que a Igreja Católica
exercia -- com objetivos claramente assimilacionistas --, sobre as
populações ameríndias dominadas pela sociedade colonizadora. Distinguia
ele, porém, nessa Igreja, duas grandes variantes missionárias, que
diferiam entre si, basicamente, por seus métodos de ação: a variante
capuchinha, e a variante jesuítica. (Azevedo 1957b, 1959a, 1959b,
1959c, 1983). A primeira, de originária
orientação franciscana, mas em sua tardia vertente capuchinha, era
relativamente liberal nas relações com os índios, mantinha seus religiosos
vivendo nas próprias aldeias nativas, e em contato direto com a sociedade,
a cultura e os indivíduos indígenas, de modo tal que uma interação
amena emergisse entre os missionários e
os potenciais futuros catecúmenos. Acomodar-se-iam, assim,
os cristãos recém-surgidos, às sociedades e culturas índias, sem se
opor a elas e esperando que, espontaneamente, a presença e conduta
dos frades fosse influenciando esses povos, e atraindo-os aos modos
de ser e à religião da Igreja. Por outro lado, não punham os frades
grandes obstáculos ao contacto entre os indígenas e a população não-índia,
facilitando-o mesmo, e estimulando-o
por vezes. Isso nos primeiros
tempos da colonização portuguesa (1549 - c.1610, segundo Thales),
e muito mais tarde, ao tempo das missões capuchinhas, teria sido algo
característico da postura franciscana, e ao mesmo tempo, reatualizador
de antigos procedimentos catequéticos, oriundos das instruções de
Gregório I (601 A.D.) aos beneditinos de S. Agostinho de Canterbury
(Azevedo 1959a, 1959b, 1959c). Sob essa orientação, diferentes agentes
sociais, os religiosos católicos por um lado, e os pagãos pelo outro,
conviviriam de modo direto, intenso e constante, de modo a que as
idéias e rituais cristãos se introduzissem paulatinamente, sem se
confrontarem frontalmente com a cultura nativa; e sem tentarem com
isso estabelecer uma dominação clara, politicamente explicitada e
imposta. Mais
rigidamente se comportavam os Jesuítas, exercendo um efetivo comando
sobre as sociedades dominadas, tratando de as manter fora da influência
dos não-índios estranhos à Companhia, e submetendo-as assim a uma
disciplina estrita, centrada nos aldeamentos das Reduções missionárias,
e excludente, em relação aos que lhes eram estranhos: no caso, sobretudo
as autoridades, civis e até eclesiásticas, os outros membros do clero
e os componentes não-índios da sociedade colonial. E, além desses,
dos índios isolados ou arredios. Tendia pois, a Companhia, a fechar-se
sobre si mesma e sobre aqueles que catequizava, no universo à parte
que para e por ela se construía nas Reduções. Por volta daquela data mais tardia (1610), e daí por diante, a tendência
catequética de origem anterior ao concílio de Trento foi cedendo lugar
à política das reduções,
que, com seu ideário bem ajustado à contra-reforma, impunha aos índios
a religião católica; privando-os, na prática, de voz na condução da
coisa pública; e restringindo-lhes os contactos mais diretos com os
não-índios e não-eclesiásticos. Procurava, dessa
maneira, isolá-los de influências externas à Igreja. Esse rigor
na catequese, impositivamente dirigido à rápida assimilação sócio-cultiral
dos catecúmenos, foi basicamente jesuítico, pois os capuchinhos concediam
um algo mais de liberdade. Consentiam, mesmo, que índios saíssem dos
aldeamentos para visitarem as povoações portuguesas, e até a capital
da colônia, Salvador. Estas observações de Azevedo são importantes,
na medida em que apontam não haver um sólido monolitismo na atitude,
e na ação da Igreja, em relação aos povos a doutrinar. (Azevedo, 1957b 1- 4, e 1959c: passim,
especialmente 35-39). De tudo o que Thales de Azevedo escreveu sobre índios, é,
pois, em meu entender e numa primeira aproximação, sem dúvida essa
sua investigação mais marcante, e a de importância duradoura -- sem
com isso desmerecer das outras. * * * A comunicação que agora se lê teve, e usou,
como base informativa, uma seleção temática e bibliográfica por mim
exercida sobre o arrolamento bio-bibliográfico da obra de Thales de Azevedo organizado por uma sua filha, e colega
de profissão (Brandão 1993), seleção essa cujas referências completas
são adiante dadas. Para os efeitos do presente estudo preliminar,
foi esse arrolamento de Brandão podado e reordenado, de modo a conter
apenas os materiais, deixados por Thales de Azevedo, que refletem
e expressam suas múltiplas preocupações, e abordagens, quanto aos
povos indígenas sul-americanos que se fizeram presentes no atual Brasil,
ou mesmo fora dele. A essa seleção, focalmente dirigida, juntou-se
o intuito de rastrear as relações e conexões, cronológicas e editoriais
-- aqui só de leve afloradas -- entre os vários textos disponíveis,
de modo a identificar as publicações princeps e a distinguí-las
das suas possíveis reedições (revistas, alteradas, reduzidas ou aumentadas,
e também as não alteradas). Do mesmo modo verificou-se haver também
republicações, sucessivas ou simultâneas, em veículos diversos e de
caráter periódico ou não periódico, que com clareza evidenciam os
relacionamentos intelectuais de Thales com o exterior da Bahia, e
os diversificados circuitos através dos quais ia divulgando sua produção.
Há certa redundância de publicações, que facilmente se explicam e
justificam em função mesmo dos vários circuitos atingidos, que, muitas
vezes, eram, de certa forma, estanques entre si – o que parece ser
o caso, por exemplo, do que simultaneamente foi dado à luz em Portugal
e no Brasil, por vezes sem qualquer alteração de conteúdo. Isso derivou,
é óbvio, das dificuldades de comunicação acadêmica e editorial entre
os dois países, que, aliás, até hoje perduram. Com este procedimento
de reordenação bibliográfica pretendi, valendo-me do arrolamento de
Brandão (1993), criar uma base para entender as relações genéticas,
internas, dos diversos conjuntos textuais e temáticos em que esses
variados escritos se podem classificar e agrupar. E que podem ser
também suporte para que se
abordem as relações externas, que, sem dúvida, haverá entre os conjuntos
assim construídos. Cabe registrar e ressaltar, ainda, o estreito apoio
e colaboração que Brandão pessoalmente
deu a este trabalho, facultando, inclusive, as necessárias xerocópias
de seu acervo paterno. Com
o que disse, poder-se-á futuramente seguir a gênese de cada um desses
grupamentos de textos e de idéias, e desse modo contribuir para um
mais amplo e englobante conhecimento,
futuro e coletivamente elaborado, da edificação da obra de Thales como um todo. No caso, sobretudo, daquilo que tange à etnologia
indígena do Brasil, e às correlatas relações interétnicas – no sentido
amplo de relações “intertribais”, e de relações entre os povos indígenas
e a população dos segmentos regionais, ou locais, da sociedade da
qual emerge o Estado Nacional etnicamente brasileiro. E
tudo isto, parece lógico, terá de ser abordado nos diversos planos
em que Thales de Azevedo o estudou: o das respectivas relações e funcionamento
ao nível do ecológico-biótico e abiótico, com os estudos sobre a adaptação
ao ambiente natural, por via da interação do homem com suas fontes
de nutrientes, e com as populações de organismos patogênicos ou não,
que, indissociavelmente, fazem parte de quaisquer comunidades bióticas
em que haja e dominem populações humanas.
As quais, por sua simples presença,
como elemento, complexo, no sistema ecológico, sistemicamente
humanizam-culturalizam essas comunidades bióticas. Thales atenta,
nesse âmbito, para as etiologias e os pacientes, biológicos e sociais,
das patologias carenciais, infecciosas e outras, que emergem e se
reforçam nas já apontadas situações de contacto interétnico e interrracial. Também sobre uma outra fronteira, a do estritamente
biológico com o biológico sócio-culturalmente valorizado, se debruçou
Thales
[2]
com seu interesse pelas relações existentes naquele
mais amplo todo antes referido -- o dos povos contidos no espaço-Brasil
-- ao tratar das relações “raciais”. E ocupando-se, ao fazê-lo, dos
aspectos tanto sociológicos quanto físico-biológicos da questão: ao
escrever, por um lado, a respeito da conduta humana com sua subjetividade
e sua objetividade comportamental, e, por outro, a respeito de um
método quantitativo para determinar, objetivamente, a cor da pele
dos agentes sociais. (Azevedo, 1947a). Organizando-o dessa forma, na sua pesquisa e reflexão
científica, do mais palpavelmente material para o mais decididamente
político, cultural e ideológico, Thales de Azevedo parece-me culminar
(como já o disse antes), no extremo final dessa ordenação -- e naquilo
que toca à etnologia dos índios com suas e diferenciadas relações
interétnicas, -- nos escritos que dedicou à catequese católica, jesuítica
e capuchinha, destacando o que denominou de aculturação
dirigida e de método aculturativo de catequese. Não obstante o que foi acima dito,
e o fato de que as primeiras manifestações, públicas, e autônomas, dos pendores intelectuais e científicos de Thales de
Azevedo tratavam de assuntos relativos a índios, no conjunto de sua
vasta obra essa temática detém, em quantidade, como já apontei, um
espaço relativamente estreito, mas nem por isso menos sugnificante.
Exatamente por essa razão foi ela aceite no âmbito deste Colóquio,
não por meio de um estudo final e completo, mas sim por via
de uma comunicação que é, pelo contrário e antes do mais, essencialmente
uma proposta de trabalho. No princípio desta exposição foi essa proposta
fugazmente indicada, cumprindo, agora, explicitá-la um pouco mais.
O que é de propor é que se pense num pequeno volume que acolha todos
os escritos, já publicados, do Thales “indianólogo” -- classificação
que ele mesmo sugere, sem o saber (v.Azevedo, 1927) ...; e, quiçá,
inéditos que haja, ainda por descobrir – o que parece pouco provável
(Brandão, informação pessoal) -- no grande acervo que deixou à antropologia
brasileira. Seria essa recolha precedida por um estudo introdutório,
que, por métodos qualitativos e outros complementares, evidenciasse
com precisão quantitativa o espaço relativo que Thales reservou a
cada um dos temas da antropologia social indígena de que se ocupou
-- entrando também no mérito empírico e teórico de sua produção, assim
como no da respectiva divulgação, dos diálogos e articulações que
tenha estabelecido, e da influência do que veio a escrever e pensar.
E seria, talvez, seguida a dita recolha por um apêndice de depoimentos
pessoais de pessoas que com ele mantiveram contacto, quanto a este
mesmo campo de investigação. Poderia ser isso bem consentâneo com
os objetivos do Colóquio em que agora estamos, e, mais ainda, consentâneo
com a homenagem que este mesmo Colóquio pretende prestar a seus ancestrais
tutelares. E a que a Associação Brasileira de Antropologia prestará
a Thales de Azevedo neste ano, o do Centenário de seu nascimento.
Salvador,
13.01- 08.02. 2004
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS
[3]
Thales
Olympio Góes de Azevedo: *26.08.1904 -- +05.08.1995
Artigos, capítulos de livros, verbetes e palestras,
especificamente relativos a Índios
AZEVEDO,Thales de
1927a
- Indianologia Brasileira. A
Tarde, 12.10.1927. Salvador.
1927b
- A Medicina entre os selvagens
do Brasil. [Palestra no Círculo Católico de Estudos da Mocidade Acadêmica -
CCEMA. Salvador. [S/data precisa. Inéd.].
1934 - Um
sistema de psicanálise precolombiano. A
Ordem, nov. 1934. Rio de Janeiro.
1940 - Um esquema de pesquisas etnográficas sobre
alimentação.
Revista do Arquivo Municipal, 6 (72 ): 233-248. São Paulo: Arquivo Municipal de S.
Paulo. [Palestra lida na
Sociedade Brasileira de Alimentação, 05.11.1940.]
1941a
- A tuberculose no Brasil pré-cabralino. Revista
do Arquivo Municipal, 7 (75):
201-204. São Paulo: Arquivo Municipal de S. Paulo. [Comunicação lida à Sociedade de
Tisiologia da Bahia, 23.07.1940.]
1941b
- O vegetal como alimento e medicina do índio. Revista do Arquivo Municipal, 7 (76): 263-269. São Paulo: Arquivo
Municipal de S. Paulo.
1947a
- Determinação da cor da pele; a propósito de um método quantitativo.
Boletim do Museu Nacional, Nova Série, Antropologia, 8: 1-19. Rio de Janeiro.
1947b
- Notas históricas sobre a origem da sífilis: o lues entre os aborígenes.
Revista Médica Brasileira,
22 (6): 47-49. Rio de Janeiro.
1953 - Índios, brancos e pretos no Brasil Colonial.
As relações interraciais na cidade da Bahia. América Indígena, 13 (2): 119-132. México [V. republicação, 1959e, nfra.]
1956a
- Panorama demográfico dos grupos étnicos na América Latina. Arquivos da Universidade
da Bahia - Faculdade de Filosofia, 5: 90-139. Salvador. [V. republicação, Infra,
1957a].
1956b
[1957a] - Panorama demográfico dos grupos étnicos na América Latina.
América Indígena, 17 (2): 121-140.
México. [Republicação
de 1956, supra.]
1957b
- Uma prioridade histórica dos Portugueses. O método aculturativo
da catequese. The
Americas. Quarterly Review of Interamerican Cultural History, 13 (4): 1- 4 .Washington: Academy of American Franciscan History.
[Republicação,
1961, infra.] ] 1959a - Aculturação dirigida: notas sobre a catequese indígena no
período colonial brasileiro. Comunicação
àIII Reunião Brasileira de Antropologia, Recife, Pernambuco, 10
-13.02.1958. Anais da III Reunião
Brasileira de Antropologia. Recife: Universidade
de Pernambuco. (p.77-98). [1958: Original,
e leitura na III RBA.]
1959b - Aculturação dirigida: notas sobre a catequese indígena no
período colonial brasileiro. Volume
de Homenagem ao Professor Doutor Mendes Corrêa. Trabalhos de Antropologia e Etnologia,
17 (1-4): 491-512 Porto: Sociedade Portuguesa de
Antropologia e Etnologia e Centro de Estudos de Etnologia Peninsular /
Faculdade de Ciências do Porto / Imprensa Portuguesa. (P. 491-511).
[Republicação
de 1959a, supra.]
1959c
- Catequese e aculturação. Ensaios
de Antropologia Social. Salvador: Publicações da Universidade da Bahia, IV-5. (P. 31-61). [Republicação, com novo título,
da referência 1959a, cuja “Discussão” foi enriquecida com mais um parágrafo,
final: p.59, linhas 14-34]
1959d
- Os grupos étnicos na América Latina. Ensaios
de Antropologia Social. Salvador: Publicações da Universidade da Bahia, IV-5. (P. 65-82).
1959e
- [1953] Índios, brancos e pretos no Brasil Colonial. Ensaios de Antropologia Social. Salvador:
Publicações da Universidade da Bahia. IV-5. (P. 85-102). [Republicação do item 1953, supra].
1961- [1957b] Uma prioridade histórica dos Portugueses.
O método aculturativo da catequese. Actas do Congresso Internacional de História dos Descobrimentos Lisboa: (Vol. 5: 1- 4). [Republicação do item 1957b, supra]
1965
- Brasil: grupos étnicos. Enciclopédia
Luso-Brasileira de Cultura. Lisboa: Editorial Verbo. (Vol.3, fascículo 36, s.v.).
1969
- Guaranis. Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura.
Lisboa: Editorial Verbo. (Vol.9, fascículo 92, s.v.).
1970
- Incas. Enciclopédia Luso-Brasileira
de Cultura. Lisboa: Editorial Verbo. (Vol.10,
fascículo 116, s.v.).
1976
- [1959c] Catequese e aculturação.
Leituras de etnologia brasileira. SCHADEN,
Egon (Org.). S. Paulo: Companhia
Editora Nacional. (P. 365-384). [Republicação de 1959c, supra]
1983
- Esplorazione, colonizzazione e evangelizzazione. Indios del Brasile. Culture che scompaiono. Roma:
Museo preistorico ed Etnografico Luigi Pigorini. Ministero per i beni culturali e Ambientali. (Scritti
de Antropologia e Archeologia).
(P. 15-19). . Livros de Thales Azevedo, com material
direta ou indiretamente pertinente a Índios
AZEVEDO,
Thales de 1949 - Povoamento da Cidade
do Salvador. Salvador: Prefeitura Municipal de Salvador. (1.ª ed., 415
p.).
1951
- Civilização e mestiçagem.
Salvador: Livraria Progresso Editora. (69p.).
1955 - Povoamento da Cidade
do Salvador. São Paulo: Companhia Editora Nacional, Série Brasiliana,
281. (2.ª ed., 504 p.).
1969 - Prefácio à 3.ª edição. Povoamento
da Cidade do Salvador. Salvador: Editora
Itapuã, Col. Baiana.
(3.ª ed., revista, 428 p.). [datação do Prefácio:
dezembro, 1968.]
1959
- Ensaios de Antropologia Social. Salvador: Publicações da Universidade da Bahia, IV-5. (183p.).
Levantamento bio-bibliográfico geral,
da obra de Thales de Azevedo:
BRANDÃO, Maria de Azevedo 1993
- Thales de Azevedo. Dados
de uma assinatura. Salvador: ABA – Associação Brasileira de Antropologia / Departamento
de Antropologia, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade
Federal da Bahia. (93 p.).
F I M
[1] Aliás antecedido por dois curtíssimos textos preliminares, entregues à Reunião Anual da SBPC em 2003, dos quais também me vali para a presente contribuição. [2] Permito-me, repito, a familiaridade do nome de batismo – mas era por Thales que toda a Antropologia Brasileira o conhecia, referia e afetuosamente tratava. [3] Esclarecimentos, informações complementares e comentários foram, logo após a referência bibliográfica completa de cada entrada, inseridos entre colchetes e em letra menor, igual à das Notas.
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