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Homenagem aos artesãos – Charles  Wagley e Thales de Azevedo

Thales de Azevedo e a etnologia indígena

Pedro Agostinho

 

Pareceu-me legítimo e mais coerente partir, nesta Comunicação, e isso desde a preparação do seu Resumo [1] , do fatualmente bem embasado suposto de que o que motivou e conduziu o trabalho acadêmico de Thales de Azevedo foi sua preocupação com o analisar e compreender, em profundidade e pormenor, da sociedade a que estava mais direta e visceralmente ligado: a da Bahia, e especialmente de Salvador, com suas múltiplas dimensões;  valendo-se, nisso, dos instrumentais teóricos e metodológicos da medicina e da antropologia. E esses dois eixos de teoria, simultaneamente aplicados ao duplo plano do antropobiológico e do sociocultural, situavam, assim, o ponto crucial de suas reflexões exatamente na interseção desses dois eixos. Incidiam elas, incisiva e basicamente, na questão das relações -- inicialmente médico-nutricionais e patológico-infeciosas --, entre o homem e seu ambiente biótico e sócio-cultural. E, mais ainda e sobretudo, nas questões levantadas pelas condições biológica e sócio-culturalmente determinadas das relações sócio-raciais que, na Bahia, por si mesmas se impõem ao observador perspicaz.. A produção de Thales    perdoe-se a sem-cerimônia, mas é assim que seu nome se impôs, e também passou à posteridade -- no que tange ao âmbito da etnologia, e, particularmente, da etnologia indígena, constitui um bom exemplo dessa sua permanente abordagem multidisciplinar, da qual igualmente nunca esteve excluída uma perspectiva que, igualmente voltada para a reflexão científica e para uma ação social, pudesse conduzir a resultados práticos, tanto no campo das políticas públicas -- especialmente de sanitarismo, educação, saúde e ciência --, quanto no da organização do trabalho científico formalmente institucionalizado.

Dessa institucionalização foi, Thales, e sem a mínima dúvida, um dos mais notáveis mentores e precursores, cuja vivaz intervenção na vida de sua polis, baiana e brasileira, se prolongou até anos muito bem próximos àquele em que escrevo, 2004. Isto na esfera do trabalho universitário, mas não só: também se fez presente em diversos outros setores, estatais, fundacionais e associativos: dos quais os mais importantes foram, em meu entender, a Associação Brasileira de Antropologia  -- que veio a presidir e a que pertenceu desde seus primórdios --, o vetusto e tradicional Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, e o modernizador Instituto de Ciências Sociais da então Universidade da Bahia, (hoje Federal), cuja vida foi curta graças aos desfavores e agressões da ditadura.

Desse aspecto da versátil atividade de Thales de Azevedo, e da respectiva inserção em múltiplos níveis da vida prática e intelectual baiana, é exemplo cabal sua contínua atuação nas atividades que precederam, e na verdade deram origem, àquilo que se veio a chamar depois Projeto UNESCO; o qual é trazido a sistemática reconsideração, no Colóquio que em Salvador agora se realiza. Cabal exemplo de tal atuação é, do mesmo modo, a presença de Thales na criação e direção da Fundação Baiana para o Progresso da Ciência, decisivo marco na história da investigação cientifica na Bahia; Fundação que, desarticulada, num passado não muito remoto, pela cega mediocridade intelectual de certas visões políticas, hoje em boa hora se está reconstruindo, embora com outro nome, organização e procedimentos. A repercussão de tudo isso veio a ser crucial para os destinos futuros, acadêmicos e não acadêmicos, da sociedade baiana, entendida esta em sua mais ampla acepção. É, pois, sobre apenas um dos aspectos do labor e das  preocupações de Thales de Azevedo que se desenvolverá daqui por diante a exposição que está por vir.

Considerado contra o pano de fundo do conjunto da vasta obra de Thales, o espaço que dedicou aos problemas da etnologia indígena  é sem dívida restrito, o que poderia levar a relegá-lo como um aspecto menor do trabalho que desenvolveu. Não é isto porém o que ocorre. Primeiro, por ser exatamente no trato de questões relativas às populações indígenas que pela primeira vez publicamente se manifestam os interesses etnológicos de Thales de Azevedo, nessa época estreitamente ligados às preocupações médicas de sua formação profissional (v. Azevedo 1927a, 1927b, 1934). Anos depois, Thales volta à temática indígena (Azevedo 1927b, 1934, 1941a, 1941b, 1947b), novamente aliando etnologia e assuntos médicos. E, nos três primeiros exemplos apontados, vê-se que, nessas primeiras tentativas, tenta sondar as mais remotas evidências disponíveis do percurso histórico daquilo que, depois, veio a ser América do Sul e Brasil. Nisso congregam-se não só a etnologia e a medicina, pois a perspectiva histórica sempre esteve nele presente, consoante suas inclinações pessoais e as tendências historicizantes próprias àquela época. Posteriormente, é por Thales também incluída a demografia  em seu no trato das populações ameríndias, mas isso em um momento mais tardio (Azevedo 1957, [1956] ). Esse passo aponta um alargamento de suas indagações, pois estas deixam de ser simplesmente médicas e culturais, passando a reconhecer os índios na sua qualidade de populações biologicamente distintas, e, concomitante e necessariamente, como populações social e culturalmente organizadas; às quais sem dúvida Thales não recusaria hoje a qualidade de serem etnicamente distintas, no sentido atual dessa terminologia. E é de crer,  mas não com certeza, que lhes poderia reconhecer também a qualidade de serem povos indígenas, no sentido político que, hoje, damos ao termo aqui realçado em negrito: povos distintos e  inseridos, por bem ou por mal, no macrossistema constituído pelo Estado Nacional do país Brasil.

Chegado assim a esse momento de sua biografia intelectual, a partir de 1947 sensibiliza-se Thales para outros aspectos da composição social da sociedade baiana, sem, no entanto, desprezar sua persistente perspectiva histórica. Nesse então, aborda o problema, bem objetivo, de mensurar as variações cromáticas da epiderme humana, para dispô-las numa escala cujos fins seriam comparativos; e tomando-as, a essas variações, como indicadoras físicas, e matéria prima, nas classificações raciais do senso comum: ganhando,  assim, crucial valor, e função, nas relações raciais estabelecidas no seio da sociedade baiana.

Seis anos depois de se ocupar com aqueles aspectos cromáticos da “racialidade” (Azevedo 1947a), vai-se encontrar Thales enfronhado já nas relações interraciais entre índios, brancos e negros na Bahia colonial (Azevedo 1953). Pouco depois, e cada vez mais, sente-se nele uma acentuação de seus pendores sociológicos, e culturalistas também, consolidando-se numa preocupação central que já é, de fato, a da etnicidade e da racialidade na sociedade baiana; e a que indaga sobre a interação entre os grupos étnica ou racialmente definidos que a compõem. Esta vertente de seu labor nesse campo vai culminar com os estudos dedicados aos processos, métodos e tentativas e de integração de grupos humanos, sócio, cultural e biologicamente diferenciados, à sociedade colonial e mista que se ia construindo na Bahia.

Esse culminar dos esforços de Thales de Azevedo está exemplarmente marcado, em  seus escritos, pelo estudo da deliberada “aculturação dirigida” que a Igreja Católica exercia -- com objetivos claramente assimilacionistas --, sobre as populações ameríndias dominadas pela sociedade colonizadora. Distinguia ele, porém, nessa Igreja, duas grandes variantes missionárias, que diferiam entre si, basicamente, por seus métodos de ação: a variante capuchinha, e a variante jesuítica. (Azevedo 1957b, 1959a, 1959b, 1959c, 1983).

A primeira,  de originária orientação franciscana, mas em sua tardia vertente capuchinha, era relativamente liberal nas relações com os índios, mantinha seus religiosos vivendo nas próprias aldeias nativas, e em contato direto com a sociedade, a cultura e os indivíduos indígenas, de modo tal que uma interação amena emergisse entre os missionários e  os potenciais futuros catecúmenos. Acomodar-se-iam, assim, os cristãos recém-surgidos, às sociedades e culturas índias, sem se opor a elas e esperando que, espontaneamente, a presença e conduta dos frades fosse influenciando esses povos, e atraindo-os aos modos de ser e à religião da Igreja. Por outro lado, não punham os frades grandes obstáculos ao contacto entre os indígenas e a população não-índia, facilitando-o mesmo, e  estimulando-o por vezes.       

Isso  nos primeiros tempos da colonização portuguesa (1549 - c.1610, segundo Thales), e muito mais tarde, ao tempo das missões capuchinhas, teria sido algo característico da postura franciscana, e ao mesmo tempo, reatualizador de antigos procedimentos catequéticos, oriundos das instruções de Gregório I (601 A.D.) aos beneditinos de S. Agostinho de Canterbury (Azevedo 1959a, 1959b, 1959c). Sob essa orientação, diferentes agentes sociais, os religiosos católicos por um lado, e os pagãos pelo outro, conviviriam de modo direto, intenso e constante, de modo a que as idéias e rituais cristãos se introduzissem paulatinamente, sem se confrontarem frontalmente com a cultura nativa; e sem tentarem com isso estabelecer uma dominação clara, politicamente explicitada e imposta.

            Mais rigidamente se comportavam os Jesuítas, exercendo um efetivo comando sobre as sociedades dominadas, tratando de as manter fora da influência dos não-índios estranhos à Companhia, e submetendo-as assim a uma disciplina estrita, centrada nos aldeamentos das Reduções missionárias, e excludente, em relação aos que lhes eram estranhos: no caso, sobretudo as autoridades, civis e até eclesiásticas, os outros membros do clero e os componentes não-índios da sociedade colonial. E, além desses, dos índios isolados ou arredios. Tendia pois, a Companhia, a fechar-se sobre si mesma e sobre aqueles que catequizava, no universo à parte que para e por ela se construía nas Reduções. 

Por volta daquela data mais tardia (1610), e daí por diante, a tendência catequética de origem anterior ao concílio de Trento foi cedendo lugar à política das reduções, que, com seu ideário bem ajustado à contra-reforma, impunha aos índios a religião católica; privando-os, na prática, de voz na condução da coisa pública; e restringindo-lhes os contactos mais diretos com os não-índios e não-eclesiásticos. Procurava, dessa  maneira, isolá-los de influências externas à Igreja. Esse rigor na catequese, impositivamente dirigido à rápida assimilação sócio-cultiral dos catecúmenos, foi basicamente jesuítico, pois os capuchinhos concediam um algo mais de liberdade. Consentiam, mesmo, que índios saíssem dos aldeamentos para visitarem as povoações portuguesas, e até a capital da colônia, Salvador. Estas observações de Azevedo são importantes, na medida em que apontam não haver um sólido monolitismo na atitude, e na ação da Igreja, em relação aos povos  a doutrinar. (Azevedo, 1957b 1- 4, e  1959c: passim, especialmente 35-39).

De tudo o que Thales de Azevedo escreveu sobre índios, é, pois, em meu entender e numa primeira aproximação, sem dúvida essa sua investigação mais marcante, e a de importância duradoura -- sem com isso desmerecer das outras.

* * *

A comunicação que agora se lê teve, e usou, como base informativa, uma seleção temática e bibliográfica por mim exercida sobre o arrolamento bio-bibliográfico da obra de Thales de Azevedo organizado por uma sua filha, e colega de profissão (Brandão 1993), seleção essa cujas referências completas são adiante dadas. Para os efeitos do presente estudo preliminar, foi esse arrolamento de Brandão podado e reordenado, de modo a conter apenas os materiais, deixados por Thales de Azevedo, que refletem e expressam suas múltiplas preocupações, e abordagens, quanto aos povos indígenas sul-americanos que se fizeram presentes no atual Brasil, ou mesmo fora dele. A essa seleção, focalmente dirigida, juntou-se o intuito de rastrear as relações e conexões, cronológicas e editoriais -- aqui só de leve afloradas -- entre os vários textos disponíveis, de modo a identificar as publicações princeps e a distinguí-las das suas possíveis reedições (revistas, alteradas, reduzidas ou aumentadas, e também as não alteradas). Do mesmo modo verificou-se haver também republicações, sucessivas ou simultâneas, em veículos diversos e de caráter periódico ou não periódico, que com clareza evidenciam os relacionamentos intelectuais de Thales com o exterior da Bahia, e os diversificados circuitos através dos quais ia divulgando sua produção. Há certa redundância de publicações, que facilmente se explicam e justificam em função mesmo dos vários circuitos atingidos, que, muitas vezes, eram, de certa forma, estanques entre si – o que parece ser o caso, por exemplo, do que simultaneamente foi dado à luz em Portugal e no Brasil, por vezes sem qualquer alteração de conteúdo. Isso derivou, é óbvio, das dificuldades de comunicação acadêmica e editorial entre os dois países, que, aliás, até hoje perduram. Com este procedimento de reordenação bibliográfica pretendi, valendo-me do arrolamento de Brandão (1993), criar uma base para entender as relações genéticas, internas, dos diversos conjuntos textuais e temáticos em que esses variados escritos se podem classificar e agrupar. E que podem ser também  suporte para que se abordem as relações externas, que, sem dúvida, haverá entre os conjuntos assim construídos. Cabe registrar e ressaltar, ainda, o estreito apoio e colaboração que Brandão  pessoalmente deu a este trabalho, facultando, inclusive, as necessárias xerocópias de seu acervo paterno.  

Com o que disse, poder-se-á futuramente seguir a gênese de cada um desses grupamentos de textos e de idéias, e desse modo contribuir para um mais amplo e englobante  conhecimento, futuro e coletivamente elaborado, da edificação da obra de  Thales como um todo. No caso, sobretudo, daquilo que tange à etnologia indígena do Brasil, e às correlatas relações interétnicas – no sentido amplo de relações “intertribais”, e de relações entre os povos indígenas e a população dos segmentos regionais, ou locais, da sociedade da qual emerge o Estado Nacional etnicamente brasileiro.

E tudo isto, parece lógico, terá de ser abordado nos diversos planos em que Thales de Azevedo o estudou: o das respectivas relações e funcionamento ao nível do ecológico-biótico e abiótico, com os estudos sobre a adaptação ao ambiente natural, por via da interação do homem com suas fontes de nutrientes, e com as populações de organismos patogênicos ou não, que, indissociavelmente, fazem parte de quaisquer comunidades bióticas em que haja e dominem populações humanas.  As quais, por sua simples presença,  como elemento, complexo, no sistema ecológico, sistemicamente humanizam-culturalizam essas comunidades bióticas. Thales atenta, nesse âmbito, para as etiologias e os pacientes, biológicos e sociais, das patologias carenciais, infecciosas e outras, que emergem e se reforçam nas já apontadas situações de contacto interétnico e interrracial.

Também sobre uma outra fronteira, a do estritamente biológico com o biológico sócio-culturalmente valorizado, se debruçou Thales [2] com seu interesse pelas relações existentes naquele mais amplo todo antes referido -- o dos povos contidos no espaço-Brasil -- ao tratar das relações “raciais”. E ocupando-se, ao fazê-lo, dos aspectos tanto sociológicos quanto físico-biológicos da questão: ao escrever, por um lado, a respeito da conduta humana com sua subjetividade e sua objetividade comportamental, e, por outro, a respeito de um método quantitativo para determinar, objetivamente, a cor da pele dos agentes sociais. (Azevedo, 1947a).      

Organizando-o dessa forma, na sua pesquisa e reflexão científica, do mais palpavelmente material para o mais decididamente político, cultural e ideológico, Thales de Azevedo parece-me culminar (como já o disse antes), no extremo final dessa ordenação -- e naquilo que toca à etnologia dos índios com suas e diferenciadas relações interétnicas, -- nos escritos que dedicou à catequese católica, jesuítica e capuchinha, destacando o que denominou de aculturação dirigida e de método aculturativo de catequese.

            Não obstante o que foi acima dito, e o fato de que as primeiras manifestações, públicas, e  autônomas, dos pendores intelectuais e científicos de Thales de Azevedo tratavam de assuntos relativos a índios, no conjunto de sua vasta obra essa temática detém, em quantidade, como já apontei, um espaço relativamente estreito, mas nem por isso menos sugnificante. Exatamente por essa razão foi ela aceite no âmbito deste Colóquio, não por meio de um estudo final e completo, mas sim por via de uma comunicação que é, pelo contrário e antes do mais, essencialmente uma proposta de trabalho. No princípio desta exposição foi essa proposta fugazmente indicada, cumprindo, agora, explicitá-la um pouco mais. O que é de propor é que se pense num pequeno volume que acolha todos os escritos, já publicados, do Thales “indianólogo” -- classificação que ele mesmo sugere, sem o saber (v.Azevedo, 1927) ...; e, quiçá, inéditos que haja, ainda por descobrir – o que parece pouco provável (Brandão, informação pessoal) -- no grande acervo que deixou à antropologia brasileira. Seria essa recolha precedida por um estudo introdutório, que, por métodos qualitativos e outros complementares, evidenciasse com precisão quantitativa o espaço relativo que Thales reservou a cada um dos temas da antropologia social indígena de que se ocupou -- entrando também no mérito empírico e teórico de sua produção, assim como no da respectiva divulgação, dos diálogos e articulações que tenha estabelecido, e da influência do que veio a escrever e pensar. E seria, talvez, seguida a dita recolha por um apêndice de depoimentos pessoais de pessoas que com ele mantiveram contacto, quanto a este mesmo campo de investigação. Poderia ser isso bem consentâneo com os objetivos do Colóquio em que agora estamos, e, mais ainda, consentâneo com a homenagem que este mesmo Colóquio pretende prestar a seus ancestrais tutelares. E a que a Associação Brasileira de Antropologia prestará a Thales de Azevedo neste ano, o do Centenário de seu nascimento.

 

Salvador, 13.01- 08.02. 2004

 

 


REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS  BÁSICAS [3]

 

Thales Olympio Góes de Azevedo: *26.08.1904 -- +05.08.1995

 

Artigos, capítulos de livros, verbetes e palestras, especificamente relativos a Índios

 

 

 AZEVEDO,Thales de

 

1927a - Indianologia Brasileira. A Tarde, 12.10.1927. Salvador.

 

1927b - A Medicina entre os selvagens do Brasil. [Palestra no Círculo Católico de

             Estudos da Mocidade Acadêmica - CCEMA. Salvador.

                [S/data precisa. Inéd.].   

 

1934  -  Um sistema de psicanálise precolombiano. A Ordem, nov. 1934. Rio de Janeiro.

 

1940  -  Um esquema de pesquisas etnográficas sobre alimentação. Revista do Arquivo

              Municipal, 6 (72 ): 233-248. São Paulo: Arquivo Municipal de S. Paulo.

              [Palestra lida na Sociedade Brasileira de Alimentação, 05.11.1940.]

 

1941a - A tuberculose no Brasil pré-cabralino. Revista do Arquivo Municipal, 7 (75): 

             201-204. São Paulo: Arquivo Municipal de S. Paulo.

             [Comunicação lida à Sociedade de Tisiologia da Bahia, 23.07.1940.]

 

 

1941b - O vegetal como alimento e medicina do índio. Revista do Arquivo Municipal, 7 

             (76): 263-269. São Paulo: Arquivo Municipal de S. Paulo.

 

1947a - Determinação da cor da pele; a propósito de um método quantitativo. Boletim do

              Museu Nacional, Nova Série, Antropologia, 8: 1-19. Rio de Janeiro.

 

1947b - Notas históricas sobre a origem da sífilis: o lues entre os aborígenes. Revista

             Médica Brasileira, 22 (6): 47-49. Rio de Janeiro.

 

1953  - Índios, brancos e pretos no Brasil Colonial. As relações interraciais na cidade da  

             Bahia. América Indígena, 13 (2): 119-132. México

             [V. republicação, 1959e, nfra.]

 

1956a - Panorama demográfico dos grupos étnicos na América Latina. Arquivos da   

            Universidade da Bahia - Faculdade de Filosofia, 5: 90-139. Salvador.                  

            [V. republicação, Infra, 1957a].

 

1956b [1957a] - Panorama demográfico dos grupos étnicos na América Latina. América

             Indígena, 17 (2): 121-140. México.

             [Republicação de 1956, supra.]

 

1957b - Uma prioridade histórica dos Portugueses. O método aculturativo da catequese.

             The Americas. Quarterly Review of Interamerican Cultural History, 13 (4): 1- 

             4 .Washington: Academy of American Franciscan History.

             [Republicação, 1961, infra.]

]

1959a - Aculturação dirigida: notas sobre a catequese indígena no período colonial     

             brasileiro. Comunicação àIII Reunião Brasileira de Antropologia, Recife,

             Pernambuco, 10 -13.02.1958. Anais da III Reunião Brasileira de Antropologia.

             Recife: Universidade de Pernambuco. (p.77-98).

              [1958: Original, e leitura na III RBA.]

 

1959b - Aculturação dirigida: notas sobre a catequese indígena no período colonial              

             brasileiro. Volume de Homenagem ao Professor Doutor Mendes Corrêa.

             Trabalhos de Antropologia e Etnologia, 17 (1-4): 491-512 Porto: Sociedade

             Portuguesa de Antropologia e Etnologia e Centro de Estudos de Etnologia

             Peninsular / Faculdade de Ciências do Porto / Imprensa Portuguesa. (P. 491-511).

             [Republicação de 1959a, supra.]

 

1959c - Catequese e aculturação. Ensaios de Antropologia Social. Salvador: Publicações

             da Universidade da Bahia, IV-5. (P. 31-61).

               [Republicação, com novo título, da referência 1959a, cuja “Discussão” foi enriquecida com mais um  

               parágrafo, final: p.59, linhas 14-34]  

 

1959d - Os grupos étnicos na América Latina. Ensaios de Antropologia Social. Salvador:

              Publicações da Universidade da Bahia, IV-5. (P. 65-82).

 

1959e - [1953] Índios, brancos e pretos no Brasil Colonial. Ensaios de Antropologia

             Social. Salvador: Publicações da Universidade da Bahia. IV-5. (P. 85-102).  

             [Republicação do item 1953, supra].

 

1961-   [1957b] Uma prioridade histórica dos Portugueses. O método aculturativo da

            catequese. Actas do Congresso Internacional de História dos Descobrimentos

            Lisboa: (Vol. 5: 1- 4).

            [Republicação do item 1957b, supra]

 

1965 - Brasil: grupos étnicos. Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Lisboa: Editorial

           Verbo. (Vol.3, fascículo 36, s.v.).

 

1969 - Guaranis. Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Lisboa: Editorial Verbo. 

            (Vol.9, fascículo 92, s.v.).  

 

1970 - Incas. Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Lisboa: Editorial Verbo. (Vol.10, 

            fascículo 116, s.v.).

 

1976 - [1959c] Catequese e aculturação. Leituras de etnologia brasileira. SCHADEN,

            Egon (Org.). S. Paulo: Companhia Editora Nacional. (P. 365-384).

            [Republicação de 1959c, supra]                            

 

1983 - Esplorazione, colonizzazione e evangelizzazione. Indios del Brasile. Culture che

            scompaiono. Roma: Museo preistorico ed Etnografico Luigi Pigorini. Ministero per

            i beni culturali e Ambientali. (Scritti de Antropologia  e Archeologia).  (P. 15-19). 

.

          

Livros de Thales Azevedo, com material direta ou indiretamente pertinente a

Índios

 

AZEVEDO, Thales de

1949 - Povoamento da Cidade do Salvador. Salvador: Prefeitura Municipal de Salvador.       

            (1.ª ed., 415 p.).

 

1951 - Civilização e mestiçagem. Salvador: Livraria Progresso Editora. (69p.).

 

1955 - Povoamento da Cidade do Salvador. São Paulo: Companhia Editora Nacional,

            Série Brasiliana, 281. (2.ª ed., 504 p.).

 

1969 - Prefácio à 3.ª edição. Povoamento da Cidade do Salvador. Salvador: Editora   

            Itapuã, Col. Baiana. (3.ª ed., revista, 428 p.).

             [datação do Prefácio: dezembro, 1968.]

 

1959 - Ensaios de Antropologia Social. Salvador: Publicações da Universidade da

            Bahia, IV-5. (183p.).

 

Levantamento bio-bibliográfico geral, da obra de Thales de Azevedo:

 

 BRANDÃO, Maria de Azevedo

1993 - Thales de Azevedo. Dados de uma assinatura. Salvador: ABA – Associação

            Brasileira de Antropologia / Departamento de Antropologia, Faculdade de Filosofia

            e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia. (93 p.).

 

 

F I M

 

 

 



[1] Aliás antecedido por dois curtíssimos textos preliminares, entregues à Reunião Anual da SBPC em 2003, dos quais também me vali para a presente contribuição.

[2] Permito-me, repito, a familiaridade do nome de batismo – mas era por Thales que toda a Antropologia Brasileira o conhecia, referia e afetuosamente tratava.

[3] Esclarecimentos,  informações complementares e comentários foram, logo após a referência bibliográfica completa de cada entrada, inseridos entre colchetes e em letra menor, igual à das Notas.